Por Arlindo Montenegro
Num trabalho recente – O Futuro Está Chamando – Edward Griffin cita uma informação publicada no site www.msnbc.com, em dezembro de 2001, isto é há 10 anos, referindo uma operação do FBI denominada “Lanterna Mágica”.
Utilizando computadores e programas avançados, o governo norte americano utiliza desde então, a internet para “plantar secretamente um programa no computador de qualquer pessoa para que cada tecla digitada no teclado seja informada. Isso significa que o governo pode agora capturar um registro de tudo que você cria em seu computador, incluindo senhas, arquivos criptografados e até arquivos apagados.”
Na seqüência nos chega um artigo de Tom Burghardt, publicado pelo site www.globalresearch.ca, informando sobre a atualidade e avanços da vigilância eletrônica para controle das pessoas pelo estado, que conta com policias especiais e serviços secretos pagos pelo trabalho dos contribuintes – pessoas físicas e empresas – para ativar super computadores com programas capazes de “fechar a armadilha da segurança”. Burghardt cita em seu artigo um trecho de recente reportagem da revista New Scientist, revelando que através da conexão de internet, os vigilantes a serviço do estado podem localizar uma pessoa no espaço de alguns metros.
Os eleitores, as pessoas comuns – apelidados de cidadãos - ainda não ativaram a vigilância eletrônica sobre os atos do estado. Ainda não contam com os recursos, tempo e iniciativa organizada, para desvendar os segredos e negociatas que, além de desfigurar as liberdades, derramam câmeras vigiando cada movimento da gente nas ruas, estradas e nos interiores dos edifícios, tudo com a eterna justificativa da segurança, responsabilidade do estado, remetida para a iniciativa privada. Ainda não contamos com recursos suficientes para desvendar o alcance e utilização dos chips em cartões bancários, em cédulas de identidade, ou o uso da biometria e grampos telefônicos.
Yong Wang um cientista da computação da Universidade de Ciências e Tecnologia Eletrônica da China, em colaboração com colegas da Universidade Evanston no Ilinois, EUA, desenvolveram programas, utilizando computadores de universidades e grandes empresas para refinar a localização de pessoas utilizando o Google Maps, facilitada pela tecnologia contida nos smartphones e outros brinquedos que, se facilitam as atividades privadas, são instrumentos de exposição nas mãos dos funcionários governamentais, para preparar dossiês com informações colhidas por agências diversas.
Se controlam as pessoas comuns, por que não controlam os bandidos que utilizam estes recursos – até na segurança das cadeias que abrigam alguns - dirigir suas ações e aterrorizar suas vítimas? Os policiais que dizem combater o crime organizado, tem acesso mínimo, parca formação e recursos para cumprir sua missão. Os corpos policiais que atuam no campo, além de mal remunerados são presas fáceis da corrupção, cujo exemplo maior vem dos “nossos representantes”, governantes e servidores blindados, impunes e protegidos por leis vergonhosas.
A propaganda massiva e deliberada indica sempre razões de estado para manter os próprios segredos e devassa da vida privada, num movimento que os tribunais acolhem e aprovam. Os decretos do estado mobilizam os políticos para adequar as leis municipais e estaduais à vontade de Brasília, que acena com os sucessos da economia local, pagando juros extorsivos aos bancos privados que concentram mais recursos a cada crise inventada, para tirar da cartola trilhões de dólares e euros, submetendo as nações e conduzindo-as aos acertos secretos para a estabilidade da desejada Nova Ordem do governo mundial centrado na ONU.
Enquanto EUA e Europa, China e Rússia, discutem o modelo da nova ditadura, se fabiana ou estalinista, quem vai ficar no comando ou se vão trocar de turno como democratas e republicanos fazem, - o que corresponderia aqui a troca de turno de comando entre petistas e tucanos numa ação entre amigos - os usuários da internet, gps, celulares, cartões chipados e todas estas modernidades eletrônicas que facilitam comunicações, transações financeiras e sexo virtual com portas escancaradas para vícios e crimes infames, vivemos no ambiente do salve-se quem puder! Transitamos no campo dominado pelos bandidos que se confundem com mocinhos.
É mesmo o tempo de vigilância total do Big Brother que inda insulta a inteligência das pessoas, com suas versões televisivas, mostrando a prática espúria da vigilância da vida privada, como brincadeira, como jogo de exposição da vida de pessoas isoladas de suas famílias e atividades profissionais. Tudo por propaganda, exibicionismo e invejáveis somas pecuniárias. Tudo preparando o grande show do controle total universal. É mesmo o fim da picada!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
REBANHO TOSQUIADO
Por Arlindo Montenegro
Qualquer pessoa mentalmente sã, em qualquer parte do mundo, aspira viver a vida produzindo, aprendendo, relacionando-se e celebrando pacificamente. Estamos vivendo um momento de consciência crescente em relação ao papel do estado e sobre o medo que utiliza e fomenta, para submeter os comuns. O medo, o maior aliado das formas de tirania implícita ou explicita.
Dá pra acreditar que o cristianismo seja responsável pelos horrores infligidos em seu nome - cruzadas, inquisição, abuso de crianças confiadas a padres, aniquilação da fé, aniquilação de “infiéis”, violando a regra “Não matarás”? Dá pra acreditar que tudo isto não decorre das práticas políticas e crenças impostas pelo estado do Vaticano? Ou serão somente uns poucos homens maus infiltrados trabalhando contra a fé cristã? A cristandade original é tão primitiva como os apologistas pregam?
Se as religiões à frente da condução política das nações favorecessem a liberdade e progresso dos povos, os países islâmicos governados por aiatolás seriam mais prósperos que os países cristãos. A crença utilizada pelos religiosos no controle de qualquer estado, acaba como escudo para justificar as guerras, inquisições e o terrorismo abrindo um fosso entre o que as gentes aspiram (liberdade consciente ou inconsciente) e o que o estado defende bem armado: poder, controle total.
Para as modernas religiões que se autodenominam cristãs, tudo quanto as gentes pensam ou fazem, inseridas em suas culturas e ambientes tradicionais, nada vale, porque fora da crença em Cristo não há salvação. Com a interpretação literal do que está escrito, a maioria das gentes está danada. Será mesmo que somente as boas ações dos que são “bons cristãos” valem aos olhos de Deus? E dos budistas, e dos hindus, e dos que se dizem incréus?
Parece até que o terror além de político e psicológico assume agora características de terror espiritual. Parece até que a evolução da civilização está condicionada ao jogo do poder que tem como arma de persuasão a força bruta. O que se tem apreciado na história é que as sociedades “mais fortes”, são aquelas que manejam os instintos mais selvagens e utilizam as armas mais destrutivas.
Agora virou notícia (pouco divulgada) a perseguição aos grupos cristãos que vivem em áreas onde a concepção de Deus é diferente. Mas a perseguição aos hereges não está inserida na história tradicional cristã. Continuamos usando dois pesos e duas medidas. Continuamos separando a matéria do espírito. E assim justificamos a ação dos estados totalitários que eliminam opositores, gente cujo contágio pode atingir mais pessoas, perturbando a ordem do caos.
Os cristianismos de qualquer face condenam os não cristãos. Os políticos de qualquer ideologia ou fanatismo, idem, em relação aos opositores. Será heresia pensar que o que uns e outros pensam e as razões que os motivam sejam de uma mesma fonte de águas poluídas resultante de desvios do curso natural? De ideais corrompidos e que se apresentam como verdades apenas para manter o poder e controle sobre corpos e mentes?
O dualismo explorado pelos poderes públicos, está presente nas práticas dos fundamentalistas islâmicos, nas práticas cristãs e nas várias versões da bíblia. É o que tem sido ensinado e repetido através dos milênios. O mundo está dividido entre Deus e o Diabo, entre os que defendem a civilização e os militantes políticos que praticam o terrorismo mais violento, impunemente. Conflito espiritual de um lado e competição material do outro.
Há uma estreita conexão entre o terror e o discurso político, mais ainda quando se contempla o cinismo da informação disponibilizada nos meios de informação, onde os bandidos aparecem como mocinhos se estiverem alinhados às políticas do estado. O resto é bandido ou condenado e responsabilizado pela insuficiência produtiva do estado que se proclama defensor do bem comum.
Enquanto isto, pela televisão nos chega a fala dos poderosos que vivem longe das realidades corriqueiras dos que pagam as contas, referindo o colapso da economia dos EUA onde se praticava o liberalismo econômico mais radical. Onde as liberdades individuais eram respeitadas. Até a estátua simbólica vai ser reformada. E os investidores apoiados na rede bancária internacional sedenta da riqueza que a gente gera em países como o nosso, garantem que por aqui a porrada vai ser leve.
Ora viva! Os nossos dirigentes vão ganhar mais poder enquanto os banqueiros agem como bons moços, para manter as contas dos usuários que pagam tudo no cartão de crédito, que pagam os juros mais elevados do planeta, sem protesto. Assim seremos mantidos no redil para ser tosquiados pela nova ordem mundial.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
LEI QUE NÃO FALHA
Por Arlindo Montenegro
Levantou-se e caminhou para a sua cela. No percurso cruzava com desconhecidos e perguntou a um dos religiosos o que estava acontecendo. Contou que havia meditado por uns minutos e tudo mudara. Identificado, o velho monge, foi levado a uma nova cela e o superior foi visitá-lo para ouvir a história. Na ocasião ministrou a extrema unção e assistiu à tranqüila e silenciosa morte do outro. Sobre a lápide funerária, foi grafado: “Um minuto na presença de Deus, equivale a uma eternidade”.
Tem gente que afirma que os velhos tempos eram bárbaros e desumanos. Isto só pode ser coisa de bêbado, para exaltar a civilização e o status de servidão. Desde cedo ensinam nas escolas que nosso passado foi pobre, cheio de escassez e miséria e que agora vivemos na sociedade do bem estar. A insistência persuasiva destas afirmações serve apenas para desviar a consciência da escravidão em que vivemos. A tranqüilidade do passado fica esquecida quando temos que lidar com a violência e driblar os controles cotidianos a que somos submetidos na atualidade.
Há um conto sobre um monge que meditava no jardim do mosteiro. No momento de oração em que pedia a Deus para estar sempre em sua presença, ouviu o sonoro canto de um passarinho e concentrou sua atenção na harmonia. Assim, passaram-se cem anos e o monge abriu os olhos notando que tudo havia mudado. Canteiros com rosas, uma fonte, os prédios pintados de novo.
Levantou-se e caminhou para a sua cela. No percurso cruzava com desconhecidos e perguntou a um dos religiosos o que estava acontecendo. Contou que havia meditado por uns minutos e tudo mudara. Identificado, o velho monge, foi levado a uma nova cela e o superior foi visitá-lo para ouvir a história. Na ocasião ministrou a extrema unção e assistiu à tranqüila e silenciosa morte do outro. Sobre a lápide funerária, foi grafado: “Um minuto na presença de Deus, equivale a uma eternidade”.
Tem gente que afirma que os velhos tempos eram bárbaros e desumanos. Isto só pode ser coisa de bêbado, para exaltar a civilização e o status de servidão. Desde cedo ensinam nas escolas que nosso passado foi pobre, cheio de escassez e miséria e que agora vivemos na sociedade do bem estar. A insistência persuasiva destas afirmações serve apenas para desviar a consciência da escravidão em que vivemos. A tranqüilidade do passado fica esquecida quando temos que lidar com a violência e driblar os controles cotidianos a que somos submetidos na atualidade.
Em qualquer parte do mundo as gentes convivem com o terrorismo e as guerras, com massacres e tragédias ecológicas, com fomes que negam o progresso tecnológico, utilizado prioritariamente pelos governantes para evidenciar mentiras sobre a liberdade e a forma de governo. Enquanto uns criticam as falhas da convivência democrática responsável, outros lutam por igualdades e direitos abusivos que invertem a concepção natural e o sentido da democracia baseada em deveres que proporcionam direitos.
Esta civilização, este progresso do crime organizado na intimidade dos que ocupam os postos de poder executivo, legislativo e judiciário, engrossa as fileiras dos que desprezam valores e virtudes condicionantes da evolução humana. A fuga para as drogas e outros vícios infames enche os noticiários com a seqüência de imagens da barbárie e desprezo à vida.
Os super computadores, gps, satélites, chips implantados nos cartões, identidades e outras facilidades da vida moderna, podem localizar cada pessoa instantaneamente, disponibilizam toda a informação sobre a vida que um dia foi privada. As câmeras de vigilância estão espalhadas para seguir os comuns e até facilitam a identificação de bandidos menores. Mas são inúteis para identificar os negócios nos gabinetes oficiais. Salvo se o poder maior, o núcleo de comando central da nação assim o desejar, para trocar os desafetos por companheiros na condução dos negócios. Para aliviar a barra, tudo acaba em segredo de justiça, o que vale dizer em pizza!
O refúgio exclusivo contra os controles do estado, tem sido espiritual. Mesmo assim é freqüente que a busca deste refúgio termine em reuniões onde o fanatismo, a culpa e as sessões de expulsão de diabos que, dizem, atormentam a vida dos seguidores de seitas, continua sendo o alimento de persuasão para reforçar a crença na bondade do governo, nas maravilhas do coletivismo e do bolsa família, na bondade de Deus exclusivamente para com os que pagam os dízimos e repetem frases das escrituras, pinçadas para justificar a impotência da maioria diante das políticas desastrosas do mundo material.
Tudo contribui para que a juventude despreze a família, o estado e o trabalho. Tudo contribui para a anarquia insensata e para a fuga aos deveres e responsabilidades construtivas. Mas isto é reflexão para velhos aparvalhados e babacas. O “admirável mundo novo” é uma realidade constrangedora onde está ausente como norma de conduta, qualquer das virtudes que poucos ousam praticar.
As repetições são diárias como se estivéssemos num beco sem saída, onde o estado ausente mostra a cara da irresponsabilidade, remetendo as soluções para as iniciativas particulares, gravando a população com mais impostos, taxas, juros e comprometimento do trabalho futuro, tudo para pagar o alto custo da máquina burocrática corrompida e os compromissos com os banqueiros internacionais. A segurança dos cidadãos como dever do estado que é pago para isto, tornou-se uma farsa vergonhosa. Os bandidões presos têm mais liberdade que o trabalhador atrás das grades do local onde mora, no trânsito ou andando nas ruas.
Os super computadores, gps, satélites, chips implantados nos cartões, identidades e outras facilidades da vida moderna, podem localizar cada pessoa instantaneamente, disponibilizam toda a informação sobre a vida que um dia foi privada. As câmeras de vigilância estão espalhadas para seguir os comuns e até facilitam a identificação de bandidos menores. Mas são inúteis para identificar os negócios nos gabinetes oficiais. Salvo se o poder maior, o núcleo de comando central da nação assim o desejar, para trocar os desafetos por companheiros na condução dos negócios. Para aliviar a barra, tudo acaba em segredo de justiça, o que vale dizer em pizza!
O refúgio exclusivo contra os controles do estado, tem sido espiritual. Mesmo assim é freqüente que a busca deste refúgio termine em reuniões onde o fanatismo, a culpa e as sessões de expulsão de diabos que, dizem, atormentam a vida dos seguidores de seitas, continua sendo o alimento de persuasão para reforçar a crença na bondade do governo, nas maravilhas do coletivismo e do bolsa família, na bondade de Deus exclusivamente para com os que pagam os dízimos e repetem frases das escrituras, pinçadas para justificar a impotência da maioria diante das políticas desastrosas do mundo material.
Tudo contribui para que a juventude despreze a família, o estado e o trabalho. Tudo contribui para a anarquia insensata e para a fuga aos deveres e responsabilidades construtivas. Mas isto é reflexão para velhos aparvalhados e babacas. O “admirável mundo novo” é uma realidade constrangedora onde está ausente como norma de conduta, qualquer das virtudes que poucos ousam praticar.
Só nos resta o refúgio da compreensão da infalibilidade das Leis de uma Inteligência Universal que não falha. Só nos resta como o velho monge buscar nosso minuto diante de Deus.
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